Doença de Perthes: Causas, Sintomas e Tratamentos

A Doença de Perthes, também conhecida como Doença de Legg-Calvé-Perthes, é uma condição ortopédica que afeta principalmente crianças e pode comprometer a mobilidade do quadril.

Embora rara, essa doença exige atenção especial para um diagnóstico precoce, pois o tratamento adequado pode evitar sequelas permanentes.

Se você busca informações confiáveis e atualizadas sobre a Doença de Perthes, acompanhe este artigo completo. Vamos detalhar tudo que você precisa saber sobre as causas, o diagnóstico e os tratamentos, para que possa estar preparado e bem informado sobre essa condição ortopédica.

O que é Doença de Perthes? Causas e Fatores de Risco Explicados

A Doença de Perthes, ou Doença de Legg-Calvé-Perthes, é uma condição ortopédica que afeta a cabeça do fêmur — a parte do osso da coxa que se encaixa na articulação do quadril.

Essa doença ocorre quando o suprimento de sangue para essa região é temporariamente interrompido, causando a morte parcial do tecido ósseo, um processo conhecido como necrose avascular. Com o tempo, o osso pode se deformar, afetando a mobilidade e causando dor no quadril.

Embora a causa exata da Doença de Perthes ainda não seja completamente compreendida, diversos fatores parecem contribuir para seu desenvolvimento.

Entre eles, destacam-se fatores genéticos, que podem tornar algumas crianças mais predispostas, e problemas no sistema circulatório local, que comprometem o fluxo sanguíneo na cabeça do fêmur. Além disso, estudos indicam que fatores ambientais, como o tabagismo passivo durante a gestação e a infância, também podem aumentar o risco da doença.

A Doença de Perthes afeta principalmente crianças entre 4 e 10 anos, sendo mais comum em meninos. É importante ficar atento a esse grupo, pois o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações futuras.

Conhecer os fatores de risco e estar atento aos primeiros sinais pode ajudar pais e profissionais da saúde a agir rapidamente e iniciar o tratamento adequado para preservar a saúde do quadril da criança.

Como Diagnosticar a Doença de Perthes: Sintomas e Exames Importantes

O diagnóstico precoce da Doença de Perthes é essencial para um tratamento eficaz e para evitar sequelas permanentes no quadril da criança. Os primeiros sintomas podem ser sutis, o que torna importante que pais e profissionais da saúde estejam atentos aos sinais iniciais da doença.

Entre os sintomas mais comuns estão a dor no quadril ou na região da coxa, que pode irradiar para o joelho, e a claudicação — ou seja, a criança começa a mancar ao caminhar. Além disso, pode haver uma redução na amplitude de movimento do quadril, como dificuldade para abduzir ou girar a perna. Em muitos casos, a dor piora após atividades físicas e melhora com o repouso.

Para confirmar o diagnóstico, o médico realizará exames de imagem fundamentais. As radiografias (raios-X) são geralmente o primeiro exame solicitado e podem mostrar alterações na forma da cabeça do fêmur, embora essas alterações possam demorar algumas semanas para aparecer.

A ressonância magnética (RM) é uma ferramenta importante para detectar alterações mais precocemente, avaliando o grau de necrose avascular e o estado dos tecidos ao redor. Em alguns casos, pode ser indicada a cintilografia óssea para avaliar a vascularização da região afetada. O diagnóstico correto e rápido permite o início do tratamento adequado e melhora as chances de recuperação completa.

Tratamento da Doença de Perthes: Opções Médicas e Cirúrgicas para Crianças

O tratamento da Doença de Perthes visa preservar a função do quadril, aliviar a dor e evitar deformidades permanentes na cabeça do fêmur. Como a doença afeta principalmente crianças em fase de crescimento, o acompanhamento especializado é fundamental para garantir os melhores resultados a longo prazo.

As opções de tratamento conservador incluem repouso, restrição de atividades físicas que causam impacto, uso de medicamentos para controle da dor e da inflamação, além da fisioterapia.

A fisioterapia ajuda a manter a mobilidade da articulação e a fortalecer os músculos ao redor do quadril, contribuindo para a recuperação da função. Em alguns casos, podem ser recomendados dispositivos ortopédicos, como órteses, para auxiliar no posicionamento correto do quadril e reduzir o desgaste da articulação.

Quando o comprometimento da cabeça do fêmur é mais grave ou o tratamento conservador não apresenta resultados satisfatórios, pode ser necessária a intervenção cirúrgica.

As cirurgias visam restaurar a forma da articulação do quadril e melhorar sua estabilidade, prevenindo deformidades que podem levar à artrite precoce.

Entre os procedimentos mais comuns estão a osteotomia (realinhamento ósseo) e outras técnicas que promovem a cobertura adequada da cabeça femoral pela bacia. A escolha do tratamento depende do grau de comprometimento, da idade da criança e da resposta às terapias anteriores.

Com o diagnóstico precoce e o manejo adequado, a maioria das crianças com Doença de Perthes consegue recuperar a função do quadril e retomar suas atividades normais, evitando complicações futuras.

Conclusão

A Doença de Perthes é uma condição ortopédica que requer atenção especial, principalmente em crianças entre 4 e 10 anos.

O tratamento pode variar entre abordagens conservadoras e cirúrgicas, dependendo da gravidade da doença e da resposta do paciente às terapias. Com acompanhamento médico regular e um plano de tratamento personalizado, é possível controlar a doença, aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da criança.

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