O que é a doença de Displasia fibrosa?

A Displasia fibrosa é uma condição rara que afeta a formação e o crescimento dos ossos. Nessa doença, o tecido ósseo saudável é substituído por tecido fibroso, tornando os ossos mais frágeis, suscetíveis a deformidades e fraturas.

Embora seja uma alteração benigna, ela pode causar desconforto e impactar a qualidade de vida do paciente, especialmente quando diagnosticada tardiamente.

Neste artigo, você vai descobrir como a Displasia fibrosa se desenvolve, quais são seus principais sinais, como é feito o diagnóstico e quais tratamentos podem ajudar a controlar os sintomas.

O que é a Displasia fibrosa e como a doença afeta os ossos

A Displasia fibrosa é uma doença óssea rara em que o osso normal é substituído por um tecido fibroso, mais mole e menos resistente. Isso faz com que o osso fique mais fraco, podendo se deformar ou fraturar com mais facilidade.

Apesar de ser uma alteração benigna — ou seja, não é um tipo de câncer —, ela pode causar dor, assimetrias no corpo e limitações nos movimentos, dependendo da área afetada.

Essa substituição do osso por tecido fibroso acontece por causa de uma alteração genética no gene GNAS, que interfere na forma como as células ósseas se desenvolvem.

Essa mutação ocorre ainda durante a formação do corpo, mas não é herdada dos pais. Em vez de formar o osso duro e resistente, o organismo acaba criando áreas com aspecto de “vidro fosco” nas radiografias — um dos sinais mais característicos da doença.

A Displasia fibrosa pode atingir apenas um osso (forma monostótica) — geralmente o fêmur, as costelas, a tíbia ou os ossos da face — ou vários ossos (forma poliostótica), o que torna o quadro mais complexo.

Quando afeta o rosto ou o crânio, pode causar deformidades visíveis e até afetar estruturas próximas, como olhos ou ouvidos. Por isso, o acompanhamento médico é essencial para evitar complicações e garantir que o crescimento ósseo ocorra da melhor forma possível.

Entenda as diferenças entre formas monostótica e poliostótica

A Displasia fibrosa pode se manifestar de duas formas principais: monostótica e poliostótica. A diferença entre elas está na quantidade de ossos afetados e na intensidade dos sintomas. Entender essas variações é importante, pois ajuda o médico a definir o melhor acompanhamento e as estratégias de tratamento mais adequadas para cada caso.

Na forma monostótica, apenas um osso é afetado pela doença. Essa é a versão mais comum e, muitas vezes, a mais leve. Em muitos casos, a pessoa pode viver anos sem apresentar sintomas significativos — a doença pode até ser descoberta por acaso em um exame de imagem feito por outro motivo.

Quando há sinais, eles costumam incluir dor localizada, leve deformidade ou uma fratura ocasional no osso afetado.

Já na forma poliostótica, dois ou mais ossos apresentam as alterações típicas da Displasia fibrosa. Essa forma é mais rara e costuma causar sintomas mais intensos, como deformidades visíveis, diferenças de tamanho entre os membros e maior propensão a fraturas.

Em alguns casos, a Displasia fibrosa poliostótica está associada à síndrome de McCune-Albright, uma condição em que o paciente também pode ter manchas na pele (“manchas café com leite”) e alterações hormonais.

Por isso, nesses casos, o acompanhamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, com médicos de diferentes especialidades.

Sintomas, diagnóstico e tratamento da Displasia fibrosa

Os sintomas da Displasia fibrosa variam conforme o osso afetado e a gravidade da doença. Em muitos casos, a pessoa não sente nada e só descobre a condição por acaso, em um exame de imagem de rotina.

Porém, quando há manifestações, os sinais mais comuns incluem dor óssea persistente, deformidades visíveis, fraturas espontâneas e, às vezes, diferenças no comprimento dos membros. Quando a doença afeta ossos da face ou do crânio, pode causar assimetria facial e, em casos mais graves, comprometer a visão ou a audição.

O diagnóstico é feito principalmente por exames de imagem, como radiografias, tomografias e ressonâncias magnéticas, que mostram as áreas de osso alterado com o típico aspecto de “vidro fosco”.

Em alguns casos, o médico pode solicitar uma biópsia óssea para confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças. Além disso, exames de sangue e avaliações hormonais podem ser indicados quando há suspeita de associação com a síndrome de McCune-Albright.

Não existe uma cura definitiva para a Displasia fibrosa, mas é possível controlar os sintomas e evitar complicações. O tratamento costuma ser individualizado, de acordo com a idade, a gravidade e os ossos atingidos.

Em casos leves, o acompanhamento médico e o uso de medicamentos para aliviar a dor são suficientes. Já em situações mais graves, pode ser necessária cirurgia para corrigir deformidades, estabilizar o osso com placas ou hastes metálicas e prevenir novas fraturas. Em alguns pacientes, o uso de bisfosfonatos (medicamentos que fortalecem os ossos) pode ajudar a reduzir a dor e a fragilidade óssea.

O mais importante é manter um acompanhamento regular com um ortopedista ou especialista em doenças ósseas. Com cuidados adequados e acompanhamento contínuo, a maioria das pessoas com Displasia fibrosa consegue levar uma vida ativa e com boa qualidade.

Conclusão

Displasia fibrosa é uma doença rara, mas que pode ter grande impacto na estrutura e na força dos ossos. Mesmo sendo uma condição benigna, ela exige atenção e acompanhamento médico para evitar complicações como fraturas, deformidades e dores crônicas.

Entender o que é a displasia fibrosa óssea, como ela se manifesta e quais são as opções de tratamento é o primeiro passo para garantir qualidade de vida e bem-estar a quem convive com o diagnóstico.

Com o avanço da medicina e o acompanhamento de especialistas, é possível controlar os sintomas e manter a saúde óssea sob vigilância, prevenindo maiores problemas no futuro. Cada caso é único, e o tratamento deve ser personalizado, respeitando as necessidades de cada paciente.

Se você ou alguém próximo recebeu o diagnóstico de Displasia fibrosa, procure informações confiáveis e converse com profissionais de saúde de confiança. O conhecimento e o cuidado contínuo são os melhores aliados para viver bem com essa condição e manter uma rotina ativa e saudável.

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