O que é a doença de Epifisiólise Femoral Proximal?

A Epifisiólise Femoral Proximal é uma condição ortopédica que afeta o quadril de crianças e adolescentes em fase de crescimento e que ainda gera muitas dúvidas entre pais e responsáveis.

Apesar de não ser tão conhecida, trata-se de um problema que pode comprometer a mobilidade e o desenvolvimento saudável do quadril quando não identificada precocemente.

Muitas vezes, os sintomas da Epifisiólise Femoral Proximal não aparecem de forma clara no início. Dor no joelho, dificuldade para andar ou mancar sem causa aparente podem mascarar o problema, atrasando o diagnóstico. Por isso, informações confiáveis e de fácil compreensão são fundamentais para diferenciar dores comuns do crescimento de situações que exigem avaliação médica imediata.

O que é Epifisiólise Femoral Proximal e como afeta o quadril

A Epifisiólise Femoral Proximal é uma doença ortopédica que atinge o quadril durante a fase de crescimento, principalmente na infância tardia e na adolescência.

Para entender o problema, é importante saber que o fêmur — osso da coxa — possui uma região chamada placa de crescimento (fise), responsável pelo desenvolvimento ósseo. Na epifisiólise, essa área se torna frágil e permite que a cabeça do fêmur escorregue em relação ao colo do osso, alterando o alinhamento normal do quadril.

Esse escorregamento acontece de forma progressiva ou, em alguns casos, de maneira súbita, comprometendo a estabilidade da articulação do quadril. Como a cabeça do fêmur deixa de se encaixar corretamente no acetábulo (a cavidade do quadril), os movimentos passam a ser limitados e dolorosos. Atividades simples, como caminhar, correr ou sentar, podem se tornar difíceis, o que explica o aparecimento de mancar e mudanças na postura.

Com o tempo, se a Epifisiólise Femoral Proximal não for identificada e tratada, o desalinhamento do quadril pode gerar desgaste precoce da articulação, deformidades ósseas e prejuízo permanente da mobilidade. Por isso, compreender o que é essa condição e como ela afeta o funcionamento do quadril é fundamental para reconhecer os primeiros sinais e evitar complicações futuras.

Epifisiólise Femoral Proximal: sintomas, sinais de alerta e diagnóstico

Na Epifisiólise Femoral Proximal, os sintomas nem sempre aparecem de forma clara no início, o que pode atrasar o diagnóstico. O sinal mais comum é a dor, que pode surgir no quadril ou na virilha, mas também pode ser sentida no joelho ou na coxa. Esse detalhe é importante, pois muitas vezes a queixa parece estar no joelho, quando, na verdade, a origem do problema está no quadril.

Outro sinal de alerta frequente é o manquejar ao caminhar, associado à dificuldade para realizar movimentos do quadril, como girar a perna para dentro ou levantar da cadeira.

Em alguns casos, a criança ou o adolescente passa a evitar atividades físicas, reclama de cansaço excessivo ao andar ou apresenta postura diferente ao apoiar o peso do corpo, o que costuma chamar a atenção da família.

O diagnóstico da Epifisiólise Femoral Proximal é feito por meio de avaliação clínica e exames de imagem, principalmente a radiografia do quadril em posições específicas. Diante da suspeita, a investigação deve ser rápida, pois quanto mais cedo o problema é identificado, menores são os riscos de progressão do escorregamento e de complicações.

Reconhecer os sintomas e buscar atendimento especializado ao primeiro sinal de alteração faz toda a diferença no tratamento e na recuperação.

Tratamento da Epifisiólise Femoral Proximal e riscos do diagnóstico tardio

O tratamento da Epifisiólise Femoral Proximal tem como principal objetivo impedir que o escorregamento da cabeça do fêmur piore e preservar o funcionamento do quadril.

Na maioria dos casos, o tratamento é cirúrgico, realizado para estabilizar a epífise por meio da fixação com parafuso ou pino. Esse procedimento não “desfaz” o escorregamento já existente, mas evita que ele avance e cause danos maiores à articulação.

Após o tratamento, o paciente precisa seguir orientações específicas, que podem incluir repouso, restrição de carga no membro afetado e acompanhamento ortopédico contínuo. O tempo de recuperação varia conforme a gravidade do caso e a forma como a doença se apresentou, mas o acompanhamento é essencial para garantir um crescimento ósseo mais seguro e reduzir riscos futuros.

Quando o diagnóstico é tardio, os riscos aumentam significativamente. O escorregamento pode se agravar e levar a complicações como necrose avascular da cabeça do fêmur, condrólise e deformidades do quadril, que podem resultar em dor crônica, limitação de movimentos e até artrose precoce na vida adulta.

Por isso, reconhecer os sintomas e iniciar o tratamento o quanto antes é fundamental para preservar a saúde do quadril e a qualidade de vida da criança ou do adolescente.

Conclusão

A Epifisiólise Femoral Proximal é uma condição que exige atenção, pois pode impactar de forma significativa o desenvolvimento e a função do quadril em crianças e adolescentes. Apesar de nem sempre apresentar sintomas evidentes no início, sinais como dor persistente, mancar e limitação de movimentos não devem ser ignorados, especialmente durante a fase de crescimento.

O tratamento adequado, iniciado no momento certo, reduz o risco de complicações e contribui para uma recuperação mais segura e eficaz.

Diante de qualquer suspeita, a orientação é buscar avaliação médica especializada o quanto antes. Informação, atenção aos sinais de alerta e acompanhamento profissional são fundamentais para garantir a saúde do quadril e a qualidade de vida a longo prazo.

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